"Учебно-методический центр по гражданской
обороне, чрезвычайным ситуациям и пожарной
безопасности Приморского края"


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E é por aí que se vê que esses diversos tipos de tempo convergem e divergem. Essas sequências, que nos dão as mudanças que fazem história, criam as periodizações, isto é, as diferenças de significação. Convergem na experiência humana e divergem na análise. Nesse momento, eu gostaria de me referir a um filósofo latino-americano, Sérgio Bagú, que distingue entre o tempo como seqüência – o transcurso – o tempo como raio de operações – o espaço – e o tempo como rapidez de mudanças, como riqueza de operações. O tempo individual, tempo vivido, sonhado, vendido e comprado, tempo simbólico, mítico, tempo das sensações, mas com significação limitada, não é suscetível de avaliação se não referido a esse tempo histórico, tempo sucessão, tempo social, o ontem, o hoje, o amanhã. Do tempo matemático, tempo cósmico, tempo do relógio, ao tempo histórico, vai toda uma evolução que é assinalável ao longo da História. O relógio que é descoberto num determinado momento da História, é redescoberto neste século com o taylorismo e depois com o fordismo; um tempo que é medida do relógio, se não o enchermos dessa substância social.

A araucária é um dos símbolos mais conhecidos do Paraná. O clima peculiar favorece o cultivo por lá, o que tornou a região uma das maiores produtoras do país, respondendo por 14% da produção brasileira.E os efeitos do clima não se restringem à produção da erva-mate, que é feita em consórcio com outras espécies florestais nativas da região. Assim, a interação entre clima, plantas do consórcio e erva-mate é muito importante para a qualidade do produto cultivado no local.A erva-mate de São Matheus é diferenciada pelo sabor suave e especialmente pelo sistema de produção na floresta de araucária. Mas ao lado dela, na bandeira do estado, está representada outra planta muito importante para os paranaenses: a erva-mate. Essas características especiais resultam em um sabor leve, que agrada o consumidor brasileiro e o de outros países, como o Uruguai, onde a infusão feita com essa planta também é um sucesso.Só podem usar o selo da Indicação de Procedência São Matheus os produtos elaborados a partir de partes vegetais de erva-mate (Ilex paraguariensis St Hill.) 100% procedentes da região delimitada para essa indicação.

Enquanto vigoravam as políticas de remoção, era a (i)legalidade urbanística que possibilitava o desenvolvimento de outras ilegalidades, tais como as redes de contravenção sobre as quais a territorialização do tráfico iria reestruturar (Misse, 2006). Hoje, as condições para a visibilidade e relevância política inéditas da favela residem em sua constituição, no nível dos discursos e das práticas, como uma ameaça à cidade. Essa imagem, paradoxalmente, traduz-se em melhorias e investimentos no espaço físico da favela que, por sua vez, se revestem de sentidos e valores particulares para os atores assim beneficiados. Desde esta perspectiva, a história da mudança de paradigma das políticas governamentais calcadas na remoção para programas que visam à “integração” da favela à cidade dita “formal” pode ser lida como a história da passagem do “barraco” de estuque para a “casa” de alvenaria. É a partir desse campo problemático que o presente artigo pretende explorar o fenômeno histórico da consolidação de favelas no Rio de Janeiro contemporâneo.

Esse contexto é aqui explorado a partir de uma concepção da casa como fato social total: a passagem do barraco de estuque à casa de alvenaria (convertida cada vez mais em “fortaleza”) torna legível a maneira pela qual o espaço da favela, e sobretudo da casa, constitui-se como processo, projeto de futuro e instância produtora de valores – tanto monetários como subjetivos. Palavras-chave: Favelas; Espaço urbano; Moradia; Valor; Etnografia. The article consists of an ethnographic analysis of the favela consolidation in contemporary Rio de Janeiro, understood here as a result of the juxtaposition of two seemingly contradictory socio-historical processes: (1) the replacement of favela removal programs by urbanization programs and projects, giving rise to a recent construction boom in the favelas and to an unprecedented commoditization of their space; (2) the appropriation of the space of the favelas by the drug trade, which (re)produces and reinforces the physical, social, and symbolic boundaries between the favela and the so-called “asphalt.” This context is explored through a conception of the house as a total social fact: the transition from the stucco shack to the masonry house (increasingly converted into a “fortress”) renders the space of the favela and particularly of the house as process, future project, and a source of value, both economic and subjective.

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