"Учебно-методический центр по гражданской
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Aí se vê que o tempo aparece como sucessão, permitindo uma periodização; depois aparece como raio de operações, isto é, o tempo que nos é concomitante, que nos é coetâneo, ou que foi coetâneo de uma outra geração, e essas duas acepções do tempo nos permitem trabalhar não só o espaço geográfico como um todo, mas a cidade em particular. Há uma ordem do tempo que é a das periodizações, que nos permite pensar na existência de gerações urbanas, em cidades que se sucederam ao longo da História, e que foram construídas segundo diferentes maneiras, diferentes materiais e também segundo diferentes ideologias. Na cidade atual, essa idéia de periodização é ainda presente; é presente nas cidades que encontramos ao longo da História, porque cada uma delas nasce com características próprias, ligadas às necessidades e possibilidades da época, e é presente no presente, à medida que o espaço é formado pelo menos de dois elementos: a materialidade e as relações sociais.

Vistas dessa perspectiva não parecem sequer parte da mesma construção, pois possuem fachadas inteiramente distintas: a do filho é pintada em um tom róseo, com janelas e uma porta de madeira, pintadas em azul; a da filha é revestida de tijolinhos rústicos, e conta com uma grande varanda repleta de plantas, no segundo andar da construção. Na ocasião de minha visita, Benedito concluía a última residência, que ocupa o espaço térreo voltado para a rua principal de Bela Vista. O valor do aluguel seria de R$250, segundo Benedito me disse ao indicar a obra quase pronta. Sua intenção era alugar o quarto e sala (com cozinha e banheiros próprios) de modo a complementar sua aposentadoria. Depois de me mostrar as casas separadas, e de contar um pouco da história da construção que ocupa cada centímetro do espaço marcado oficialmente como pertencente à família de Benedito na ocasião do programa pioneiro de regularização fundiária “Cada Família, um Lote”, ele me convidou para tomar um suco na sala de estar.

Aliás, há trinta anos o concreto seria escasso por toda a favela; no lugar das casas de alvenaria de vários andares, barracos de estuque e madeira constituiriam a forma construída dominante. O presente artigo visa a constituir uma genealogia histórica dessa cena, tendo como fio condutor a produção social, os usos e as apropriações do espaço construído das favelas cariocas. Seu objetivo principal é elaborar, a partir de uma perspectiva etnográfica, um termo que, ao longo dos últimos dez ou quinze anos vem ganhando espaço no léxico de urbanistas, arquitetos, engenheiros e técnicos da administração pública que trabalham com e nas favelas cariocas: a “favela consolidada”. A presença do técnico da Light constitui outra novidade. Termo de uso corrente na literatura especializada (tanto técnica como acadêmica), a “favela consolidada” é raramente definida. A perspectiva ampla que embasa tais trabalhos é a consolidação de favelas como um fato social consumado e bem documentado.4 4 Sobre fluxos migratórios internos na cidade, cf. Abramo (2003), Abramo e Faria (1998) e Lago (2000); sobre o acesso da população de baixa renda à infra-estrutura pública e aos equipamentos urbanos, ver IETS (1998), IPP (2002), Cunha (2000), Ribeiro e Lago (2001) e Torres et al.

Em outras palavras, o tempo é uma componente do sistema de medições usado para sequenciar eventos, para comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o movimento de objetos. Em teologia descreve a forma qualitativa do tempo (o “tempo de Deus”), enquanto chronos é de natureza quantitativa (o “tempo dos homens”). O tempo é usado para definir outras quantidades – como a velocidade – e definir o tempo nos termos dessas quantidades iria resultar numa definição redundante. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico (ou sequencial) que pode ser medido, esse último significa “o momento certo” ou “oportuno”: um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. Na física e noutras ciências, o tempo é considerado uma das poucas quantidades essenciais. O tempo tem sido um dos maiores temas da religião, filosofia e ciência, mas defini-lo de uma forma não controversa para todos – em uma forma que possa ser aplicada a todos os campos simultaneamente – tem eludido aos maiores conhecedores. Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairós.

Ele é impensado, não porque seria impensável, mas porque não o pensamos ou, mais simplesmente, não se pensa nele . Que sentido atribuir-lhe? Por exemplo, no quadro da história profissional francesa, a aparição de uma história se reivindicando, a partir dos anos 1980, como “história do tempo presente” acompanhou este movimento. Historiador atento ao meu tempo, eu, assim como muitos outros, observei o crescimento rápido da categoria do presente até que se impôs a evidência de um presente onipresente. Poderíamos abordar melhor este fenômeno? Para conduzir esta pesquisa, a noção de “regime de historicidade” me pareceu operatória. É o que nomeio aqui “presentismo”. Às demandas múltiplas da história contemporânea ou muito contemporânea, a profissão foi solicitada, algumas vezes intimada a responder. Presente em diferentes frentes, esta história se achou posta sob os projetores da atualidade judiciária, quando dos processos por crimes contra a humanidade, que têm por característica primeira de se haver com a temporalidade inédita do imprescritível. Qual é o seu alcance?

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